quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Viagens na minha terra 3

Viagens na minha terra 3

Uma santa 6 feira santa e feriado em portugal....ainda. 

"Querido... pensei irmos passear... a Évora"
Pois...está bem... - disse eu...
- Lá vamos nós... para a terra dos castelos que andam na pirisca...outra vez.- pensei.
Saímos de Lisboa pela 25 de Abril  e ...
Confirma-se... os castelos no Alentejo andam na pirisca, passam por nós parecia que estávamos parados.
Com Sofia a conduzir nem me atrevo a espirrar... senão com aquele piscar de olhos enevitavel do espirro...perco a paisagem toda.
O mais fixe é a Sofia argumentar que a culpa de a carrinha andar aquela velocidade ... é da estrada....... por ser a descer...
Nem argumento .... Só sorrio e penso....
De facto o Alentejo é conhecido pelas suas subidas e descidas de inclinação acentuadissima.
A meio caminho passamos por uma zona de nevoeiro e ocorreu-me.....
- Queres ver que vamos fazer uma visita virtual a Évora .....se isto não levanta não vamos ver nadinha de nada.
Mas a velocidade da minha mulher a conduzir até fez dissipar o nevoeiro.....se isto era uma nuvem saía a esvoaçar tipo balão furado.....
Um pássaro atravessa a estrada em voo razante sem se aperceber do perigo que corre ....de se transformar no emblema dianteiro da carrinha...
Olha Zé - Este é que é.....ra o castelo de .....era ...era.... viste....
A volocidade dos castelos alentejanos é maravilhosamente estonteante. Passam daquele ponto pequenino no horizonte la á frente aquele ponto igualmente pequenino no retrovisor num estalar de dedos. Em tempos eu ate achei que os castelos eram todos pequeninos porque nunca chego a conseguir vê-los grandes se for de carro com a Sof,.... só quando fiz um passeio a pé.... por Obidos é que percebi que os castelos afinal são grandes.....
Obviamente chegamos a Évora num ápice.
Parámos a carrinha estafada......coitadinha.... e fomos ver a capela dos ossos. 
Dei imediatamente a mão ao meu filho, porque ele vê como os Italianos (com as mãos, mexe em tudo)e ainda fica com uma tibiasita colada à mão e aquela gaita desmorona toda....e deve ter dado um trabalho do cassete a empilhar.....
E sempre que alguem espirrava bruummm ....Bora la outra vez empilhar esta paredita...
5.50 € e paletes de ossos depois estamos ca fora a salvo.
Agora vamos ver o templo de Diana
Abordamos uma senhora muito antiga...(talvez do tempo em que construíram O templo...)
- Bom dia minha senhora para o templo de Diana...
A meninã vai sempremfrenti e vē ã policiã e segue ...e é logo ali...
Sempremfrenti....logo ali....(estamos no Alentejo.....confere)
Ainda me ocorreu perguntar á Sra .....se tinha 2 primos bêbados no norte (ver....viagem na minha terra II ) ......mas decidi calar-me...... 
O facto é que a Sra (múmia encortiçada) tinha razão....
La esta ele o templo ... A Diana já devia ter saído á muito ....
Talvez para caçar e não voltou mais ... aquilo nem telhado tinha.....Mas as colunas de pedra da entrada eram bonitas tipo arquitetura romana.
Demos mais uma volta por Évora e regressamos ao carro depois de passar novamente pela praça do Geraldo e aproveitar para trazer um pão de rala e um folar.
Isto pode parecer que era o fim do dia mas não...são 13:30.......nós saímos de Lisboa ás 10:00 vêm como são rápidas as viagens com a Sofia...
Podíamos ir a Estremoz...- diz a Sofia 
Podiamos ir a Madrid - pensei eu - dá tempo de certeza ...basta que vá ela a conduzir
E fomos a 
Os pássaros entretanto foram avisados pelo outro, que ia ficando emblema, e nem se aproximaram da estrada....
Olha Zé o castelo de evora-monte ....
Epa este castelo anda mais devagar....áhhhh.....espera....vamos pela nacional....

Estremoz .....está um frio do cassete. O Zé que foi vestido para o “calor”
do Alentejo por indicação da mãe, nem tira fotos para não ficarem tremidas
Voltamos a carrinha a correr para aquecer e não fosse com o frio chegarmos e já termos só um carro, por ela (carrinha) ter encolhido.
Auto-estrada em direção a Lisboa 
16:00 já estávamos em "algés sur mer" com algalias de mosquitos que insistiram em vir do Alentejo conosco, agarraditos ao para brisas.